Animações goianas ganham força e levam cultura regional às telas em Goiás


Celebrado em 28 de outubro, o Dia Internacional da Animação reconhece a importância das produções que unem arte, tecnologia e cultura. No Brasil, o setor vive um momento de expansão e reconhecimento, e Goiás tem se destacado com obras que misturam identidade regional e inovação estética. Enquanto produções nacionais como Coração das Trevas (2025) conquistam prêmios internacionais, o estado revela talentos e estúdios que vêm fortalecendo o mercado de animação goiano.

Entre os principais destaques está o curta “Entressonho”, do designer e animador Leandro Pimenta, vencedor de dois prêmios no Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA): Melhor Curta-Metragem e o Prêmio TV Anhanguera do Cinema Goiano. A produção reafirma o potencial criativo dos artistas locais e coloca Goiás no mapa do audiovisual brasileiro.

Outro exemplo é o Província Studio, responsável por projetos autorais que unem técnica e sensibilidade regional. O estúdio trabalha na animação “Zé Pano e o Sopro da Vida”, que se passa em Trapolândia, um mundo onde bonecos de pano ganham vida através de botões que simbolizam suas almas — até que uma ameaça tecnológica rompe a harmonia do lugar. Dirigido por Iuri Araújo e com direção de arte de Guilherme Araújo, o filme é realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, via Secretaria de Estado da Cultura de Goiás.

Para Guilherme Araújo, diretor do estúdio, o fortalecimento do setor vem da persistência e da colaboração entre artistas. “Produzir fora do eixo Rio-São Paulo traz desafios, mas também liberdade criativa. Criamos nossas próprias narrativas e mostramos o poder da animação feita em Goiás”, afirma.

O Província Studio também colabora com o Pegoy Studio no curta “O Conto da Lobeira”, escrito por Vitor Karrijo. A história acompanha um lobo-guará em meio ao Cerrado ameaçado, em um alerta poético sobre a preservação ambiental e a valorização do bioma goiano.

Outro nome em destaque é o ilustrador e animador Renato Galhardo, que atua na adaptação da HQ “Icarus”, também roteirizada por Karrijo. Segundo ele, o mercado de animação regional está em crescimento e eventos como o Goiânia Mostra Curtas e o próprio FICA são fundamentais para ampliar a visibilidade das produções locais.

Galhardo defende que o avanço do setor depende da formação técnica e acadêmica. “As instituições de ensino precisam oferecer mais contato com as produções locais e incentivar práticas criativas”, explica. Ele cita a EsCult, iniciativa do Ministério da Cultura que oferece cursos gratuitos de animação digital, como exemplo de estímulo à profissionalização.

Com produções premiadas, novas parcerias e talentos emergentes, Goiás se consolida como polo criativo do audiovisual brasileiro, levando o Cerrado e a cultura goiana para as telas do país e do mundo.


Informações da Assessoria - Foto/ Imagem de Destaque: Divulgação/ Thiago Alonso

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