Com quase três décadas de trajetória, a Bienal Internacional de Dança do Ceará consolida-se como um dos mais longevos e relevantes projetos culturais do estado e do país. Criada em 1997, a Bienal chega à sua 15ª edição em 2025, reafirmando sua vocação de ser um espaço de diálogo entre estéticas contemporâneas, intercâmbio artístico e formação em dança, reunindo nomes consagrados e novos talentos do Brasil e do mundo.
Ao longo de 28 anos de história, a Bienal soma 27 edições realizadas, incluindo 15 edições internacionais, oito da Bienal De Par Em Par, três da Bienal Criança e uma edição especial em Cabo Verde. A iniciativa se destaca pela capacidade de promover conexões entre artistas de diferentes gerações e territórios, das periferias aos grandes centros culturais.
A edição de 2025 marca um momento histórico, com quatro estações em três continentes. A programação começa em maio, com a Estação Cabo Verde, nas cidades de Praia, Santa Cruz e Tarrafal, e segue para Portugal, na cidade de Belmonte. Em setembro, a Bienal desembarca na França, com a Estação Paris, que ocorrerá entre 19 e 27 de setembro. Encerrando o ciclo, a Estação Brasil será realizada entre 24 de outubro e 1º de novembro, em Fortaleza e em mais sete cidades cearenses: Paracuru, Trairi, Baturité, Guaramiranga, Itapipoca, Pacatuba e Pacajus.
A Bienal Internacional de Dança do Ceará nasceu em 1997 como uma plataforma pioneira de difusão da dança contemporânea no Nordeste, atraindo companhias nacionais e internacionais. Em 2008, foi criada a versão De Par Em Par, realizada nos anos pares, ampliando o alcance da programação. Já em 2010, a Bienal ultrapassou fronteiras, com a edição Conexão Cabo Verde, que promoveu um rico encontro entre o hip hop, a dança contemporânea e manifestações tradicionais africanas.
Durante a pandemia, em 2020, o projeto reinventou-se com ações virtuais e híbridas, mantendo seu compromisso com o acesso à cultura. Dessa adaptação nasceu o Dança Ceará Criança, posteriormente transformado na Bienal Criança, um espaço dedicado à formação, criação e acessibilidade para o público infantil.
Com direção de Inês Bogéa e curadoria compartilhada, a Bienal segue firme em sua missão de valorizar a dança como linguagem universal e de posicionar o Ceará como referência cultural no cenário internacional. A 15ª edição promete ser um marco na história do evento, reafirmando o poder da arte como ponte entre povos, culturas e gerações.
Informações da Assessoria - Foto/ Imagem de Destaque: Patrícia Araujo

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