A 13ª edição da Feira Literária Internacional de Cachoeira (FLICA 2025) segue reafirmando o papel da Bahia como referência nacional na promoção da leitura e da cultura. Durante a mesa “Roda de Conversa do Programa Bahia Literária”, realizada nesta quinta-feira (23) no Espaço Bahia Presente, os secretários de Estado Bruno Monteiro (Cultura) e Rowenna Brito (Educação) destacaram a força transformadora do programa Bahia Literária, que tem levado a literatura a todos os territórios do estado. O encontro foi mediado por Sandro Magalhães, diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, e contou também com a presença dos escritores Tia Má, Ricardo Ismael e Anderson Shon.
O Bahia Literária prevê a realização de 81 feiras e festivais até 2026 nos 27 Núcleos Territoriais de Educação (NTEs) da Bahia, fortalecendo o mercado editorial e estimulando a formação de novos leitores e escritores. Para o secretário de Cultura, Bruno Monteiro, o programa é um divisor de águas para o setor. “O Bahia Literária está tomando conta da Bahia como um todo, despertando o interesse pela leitura e incentivando o surgimento de novos autores. É um movimento que encoraja as pessoas a atuar nesse segmento tão importante”, afirmou.
Monteiro ressaltou o impacto econômico e simbólico do investimento estadual no setor literário. “Nesta semana, anunciamos a compra de 15 mil livros de editoras baianas para abastecer bibliotecas públicas e espaços de leitura. Isso movimenta o mercado editorial e valoriza nossa produção local”, destacou.
Já a secretária de Educação, Rowenna Brito, enfatizou o papel do Bahia Literária na transformação das escolas públicas. “A função do programa é apresentar aos nossos estudantes a possibilidade de sonhar, escrever e criar. Estamos investindo na política do livro e da leitura, e os resultados são visíveis em todo o estado”, declarou.
O Espaço Bahia Presente, que abriga a programação do Bahia Literária na FLICA, tem se consolidado como um dos pontos mais vibrantes do evento. Sob curadoria de Flávia Motta, o espaço destaca o protagonismo dos estudantes da rede pública, que sobem ao palco para recitar, dançar e mostrar talentos desenvolvidos em sala de aula. “Aqui, o estudante é protagonista. Ele vem ocupar o palco, não apenas assistir. Tudo nasce dentro das escolas, com professores e alunos preparando-se para viver este momento”, afirmou a curadora.
Com atividades como o mezanino musical, a janela poética e as escolas-fábrica, o espaço mostra que a educação pública também é um lugar de criação e futuro. A FLICA 2025 conta com patrocínio do Governo do Estado, por meio do FazCultura, SecultBA e Sefaz, além da Bahiagás, Caixa, Petrobras (via Lei Rouanet) e Governo Federal. A realização é da SCHOMMER, em parceria com a Prefeitura de Cachoeira e a LDM Livraria.
Informações da Assessoria - Foto/ Imagem de Destaque: Tatiane Freitas

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