Pesquisadores australianos descobriram que o veneno de abelha pode ter um papel importante no combate ao câncer de mama, especialmente nas formas mais agressivas da doença. O estudo, conduzido pelo Instituto de Pesquisa Médica Harry Perkins, identificou que a melitina — principal componente ativo do veneno — foi capaz de destruir células cancerígenas em testes de laboratório, sem causar danos significativos às células saudáveis. A descoberta abre novas perspectivas para terapias futuras, mas os cientistas reforçam que a pesquisa ainda está em fase experimental e que o uso clínico em humanos pode demorar anos para se concretizar.
De acordo com a pesquisa, a melitina demonstrou eficácia especialmente em tumores do tipo triplo-negativo, um dos mais difíceis de tratar por não responder às terapias hormonais convencionais. Ao agir nas membranas celulares, a substância consegue interromper a proliferação do câncer e pode, futuramente, ser combinada com medicamentos existentes para potencializar resultados. Os testes iniciais foram realizados em células cultivadas em laboratório e em modelos animais, com resultados considerados encorajadores pelos especialistas.
Apesar do otimismo, os pesquisadores destacam que ainda há muitos desafios pela frente. O principal deles é encontrar uma forma segura e eficaz de administrar a melitina no corpo humano, já que o veneno de abelha é altamente tóxico em doses elevadas. Além disso, serão necessários anos de estudos clínicos para avaliar os efeitos colaterais, a dosagem ideal e a resposta de diferentes tipos de pacientes.
O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre mulheres em todo o mundo, e os avanços científicos nesse campo têm sido fundamentais para aumentar as chances de cura e sobrevida. A descoberta australiana reacende a esperança de que compostos naturais, como o veneno de abelha, possam se tornar aliados no tratamento de doenças graves.
Enquanto novas etapas da pesquisa avançam, os cientistas pedem cautela e lembram que ainda não há qualquer comprovação de eficácia em humanos. O estudo reforça, porém, a importância da biotecnologia e do uso sustentável da biodiversidade como fonte de inovação científica.
Informações da Assessoria - Foto/ Imagem de Destaque: Reprodução/ Portal Em Sergipe

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