Brasil se torna laboratório global de fraudes digitais, alerta CEO da iProov


O Brasil tem se destacado como um verdadeiro laboratório global para fraudes digitais, segundo Andrew Bud, CEO da iProov, empresa líder mundial em soluções de verificação biométrica de identidade. De acordo com Bud, ataques com deepfakes são frequentemente testados no País antes de se espalharem internacionalmente, destacando a criatividade e a intensidade das tentativas de fraude brasileiras.

O executivo alerta que a ausência de um sistema de identificação centralizado aumenta os desafios de vigilância ao longo do ciclo de vida dos clientes. “A habilidade em detecção de fraude no Brasil talvez seja a mais alta do mundo, mas isso tem um custo elevado”, afirma.

A parceria da iProov com instituições como o Bradesco permite acesso a fluxos de dados valiosos, proporcionando vantagem competitiva frente a ataques sofisticados. O iSOC, Centro de Operações de Segurança da iProov, conta com 50 cientistas dedicados ao monitoramento de fraudes digitais em tempo real, garantindo proteção global.

O Relatório de Inteligência de Ameaças 2025 da iProov aponta que ataques por injeção digital cresceram 783% em 2024, com identidades falsas aumentando 300% no mesmo período. Segundo Miguel Traquina, CIO da iProov, a inteligência artificial tem acelerado a criação de vídeos deepfakes, tornando as fraudes digitais mais difíceis de detectar.

Ataques físicos, como máscaras 3D ou fotos de alta resolução, tornaram-se menos atraentes por serem menos escaláveis e mais fáceis de identificar. Em contrapartida, ataques digitais podem ser automatizados, ampliando exponencialmente o número de alvos, de bancos a empresas de comércio eletrônico.

Traquina alerta que mais de 100 mil tipos de ataques digitais já foram catalogados, reforçando a necessidade de tecnologias de detecção de presença que confirmem a identidade real do usuário. Bancos, corretoras de criptomoedas e plataformas de pagamento digital são os alvos mais comuns, mas outros setores também estão vulneráveis.

Uma pesquisa da Gartner indica que 30% das empresas planejam atualizar suas soluções de identidade, afetadas por deepfakes impulsionados por IA. O iSOC identificou uma escalada de ataques que buscam contornar processos de KYC (Conheça Seu Cliente) em serviços financeiros. “A IA generativa acelera o ciclo de ataque, exigindo que o ciclo de defesa seja ainda mais rápido”, ressalta Traquina.

Ele recomenda provedores de soluções com escala global, implantação em nuvem e governança robusta para responder a ameaças em múltiplas regiões. Traquina também destaca a importância da experiência do usuário, alertando que autenticações complicadas podem reduzir adesão ou excluir pessoas com deficiências cognitivas.

A detecção de presença deve ser universal, garantindo alta taxa de sucesso independentemente de etnia ou idade. A iProov combina ciência, inteligência artificial e monitoramento ativo de ameaças para proteger transações de alto valor em todo o mundo.

A empresa já atua com governos e instituições globais, incluindo o Ministério da Fazenda da Austrália, GovTech de Singapura, ING, Rabobank e o Serviço de Saúde Nacional do Reino Unido. Reconhecida por Gartner e KuppingerCole, a iProov é referência em autenticação biométrica e segurança digital.

Com soluções de identidade confiáveis e escaláveis, a empresa contribui para que organizações enfrentem fraudes digitais sem comprometer a experiência do usuário. A atuação da iProov mostra que, apesar dos desafios, é possível transformar a luta contra fraudes em vantagem competitiva, garantindo segurança e inovação no ambiente digital.


Informações da Assessoria - Foto/ Imagem de Destaque: Freepik


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