Biofábrica de Corais de Pernambuco passa a integrar iniciativa mundial da Unesco


O trabalho desenvolvido pela Biofábrica de Corais no litoral de Pernambuco e Alagoas recebeu o endosso oficial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Com o reconhecimento, a startup pernambucana passa a integrar a Década Internacional das Ciências para o Desenvolvimento Sustentável, iniciativa liderada pela ONU entre 2024 e 2033. A candidatura contou com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha de Pernambuco e da Agência Municipal do Meio Ambiente de Ipojuca.

Intitulado “Biofábrica de Corais: Connecting Science, Communities, and Sustainability”, o projeto é executado em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, e em Tamandaré, no Litoral Sul pernambucano, além de Maragogi, em Alagoas. O modelo combina ciência, inovação tecnológica e participação comunitária para recuperar áreas recifais afetadas pelas mudanças climáticas e por outros impactos ambientais.

Entre as ações realizadas estão a impressão 3D de berços biodegradáveis, o cultivo de corais em viveiros marinhos e o monitoramento contínuo dos recifes. A iniciativa também promove capacitações comunitárias e atividades de educação ambiental por meio do projeto EducaBio. Desde o início das operações, mais de 20 mil corais foram restaurados e aproximadamente 10 mil crianças participaram das ações educativas.

Para o CEO da Biofábrica de Corais, Rudã Fernandes Brandão Santos, o reconhecimento ocorre em um momento crítico para os ecossistemas marinhos. Segundo ele, o endosso confirma que a ciência aplicada nos territórios de Pernambuco e Alagoas pode contribuir com uma agenda internacional voltada à preservação da biodiversidade e ao enfrentamento da crise climática.

Com a chancela da Unesco, a Biofábrica assume o compromisso de recuperar pelo menos quatro espécies construtoras de recifes utilizando a metodologia Reef Check, transplantar 10 mil fragmentos de coral e publicar três relatórios anuais de impacto. As metas permitirão acompanhar os resultados ambientais, científicos e sociais do trabalho desenvolvido nas áreas atendidas.

A iniciativa ganha relevância diante do avanço do branqueamento dos corais. Entre janeiro de 2023 e setembro de 2025, o estresse térmico atingiu cerca de 84,4% da área mundial de recifes, com episódios de branqueamento em massa registrados em pelo menos 83 países e territórios. Dados divulgados em agosto de 2026 também apontaram uma redução de aproximadamente 9,5% na cobertura global de corais rígidos em comparação com a média histórica de 1980 a 2009.

Nesse cenário, a restauração ativa dos recifes torna-se uma estratégia importante para proteger a biodiversidade marinha e as comunidades que dependem desses ambientes. Sediada em Ipojuca, a Biofábrica de Corais atua como empresa de biotecnologia marinha, unindo pesquisa científica, recuperação ambiental, inovação e educação para transformar experiências locais em soluções capazes de alcançar escala internacional.


Informações da Assessoria - Foto/ Imagem de Destaque: Divulgação/ Rudã Fernandes


Postar um comentário

0 Comentários